Blog criado para participação no programa 'Cidades Criativas', organizado pela U.A. Grupo composto por três alunos (um aluno, duas alunas) do 12º F (turma do curso de Artes Visuais) da Escola Secundária José Estêvão, Aveiro.

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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

Entrevista ao Dr. Miguel Capão Filipe (transcrição)

O nosso trabalho tem por objectivo apurar as necessidades da cidade de Aveiro em termos culturais e simultaneamente propor resoluções que tornem a nossa cidade num importante pólo cultural.
1. Em primeiro lugar, considera que existe alguma área cultural em sério défice na
cidade de Aveiro?

Não.

2. Quais são as directrizes que orientam o trabalho do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro?
O programa político da coligação de Aveiro, como qualquer mandato de governação seja a nível nacional,seja a nível local tem um programa político que é sufragado em termos de funcionamento da democracia por consequência tudo aquilo que vai gerir o mandato é o programa político que é um programa que tem diferentes capítulos, e ao qual uma vez sufragado pelo sufrágio universal que é a votação, o cidadão se escolhe alguns entre esses, escolhe pelo projecto político e não deve ser pelas pessoas e nesse projecto, num projecto de governação política, seja em termos do governo nacional ou o governo de um município
tem diferentes capítulos, como é que vou governar o ambiente, como é que vou governar a cultura. Portanto é de acordo com o projecto governativo proposto ao acto eleitoral.

3. Existe algum projecto da criação de um espaço cultural como a rua Miguel Bombarda no Porto na cidade de Aveiro?
Com certeza que sim, temos um projecto que se chama Avenida da Arte Contemporânea, esse projecto Avenida da Arte Contemporânea tem como objectivo com que ocorra em Aveiro a terceira centralidade nacional de arte contemporânea a seguir a Lisboa por razões óbvias e ao Porto por Serralves e por Miguel Bombarda, pensamos que é um factor competitivo para a cidade de Aveiro. Esse objectivo cultural de Arte Contemporânea, uma cidade que esteja no roteiro Europeu da Arte Contemporânea é uma cidade com certeza apelativa em termos de desenvolvimento económico-turístico e este projecto Avenida da Arte Contemporânea constituiu na recepção de obras do ministério da Cultura e Instituto das Artes espalhados um pouco por todo o país de autores portugueses ligados à arte contemporânea e que serão expostos em diferentes pólos da Avenida Lourenço Peixinho culminando no edifício da antiga Estação e por sua vez este projecto também pretende envolver a sociedade civil num convite a que uma das soluções de comércio tradicional uma vez que chamamos a esse projecto Avenida da Arte Contemporânea também a seriação e o trabalho em rede com as galerias de arte e portanto não há um projecto da locação das galerias de arte ao projecto da Avenida da Arte Contemporânea. É mais ambicioso que a Rua Miguel Bombarda, porque Miguel Bombarda é uma rua e a Lourenço Peixinho é uma avenida de quilómetro e meio, portanto a nossa ambição é muito superior aos quinhentos metros de Miguel Bombarda.

4. A Câmara Municipal de Aveiro faz alguma coisa para promover a criação cultural?
Com certeza que sim, nos diferentes anos e até as empresas municipais têm ao longo do ano projectos de criação cultural, por exemplo, o Teatro Aveirense com os workshops, com ateliers, com enfim, uma série de circunstâncias. Também pelo facto de o Ministério da Cultura entre aspas, ou seja, no pelouro da Cultura temos um apoio por mensalidades a diferentes tipos de instituições culturais, é um apoio em numerário porque precisamente visam apoio à programação. É uma ligação directa ao estímulo criativo, se apoiamos a programação e a existência de instituições culturais do município. Entre outras.

5. Existe algum programa cultural de interacção da CMA com outros organismos nacionais ou internacionais?
Sem dúvida, existem a própria programação do Teatro Aveirense é apoiada pelo Ministério da Cultura. Pertencemos à rede nacional de Teatros apoiados pelo Ministério da Cultura e depois temos mais de meia dúzia de programas apoiados pelo Ministério da Cultura ou pela Direcção Regional de Cultura. Enfim, posso citar, além da programação do Teatro Aveirense a Casa Major Pessoa, Museu de Arte Nova, a …… Aveirense e o Museu da Troncalhada. A maior parte dos programas são todos em rede e em parceria quer a nível intermunicipal da região de Aveiro quer a nível regional denominada Região mais alargada e sobretudo o Ministério da Cultura, da governação de Lisboa.

6. Existe algum tipo de colaboração entre os diversos organismos culturais para a elaboração da agenda cultural da cidade de Aveiro?
Sim, é a cooperação que eu referi temos um programa de apoio a instituições culturais através de protocolo. Existe, a própria agenda cultural resulta de uma parceria do município com o Teatro Aveirense e a todas as instituições até uma determinada data mandam-se as actividades e actualiza-se automaticamente.

7. Considera que a cidade de Aveiro é rica em património cultural, quer material (infra-estruturas, acervos culturais), quer imaterial (associações, artistas)?
Está numa circunstância média, nem tem falta nem tem excesso, está numa circunstância equilibrada mas devemos a partir de determinada fase requalificar no sentido de colocar uma outra atitude mais ambiciosa. Passar de uma fase de enfim, “existe um pouco de tudo” para uma fase de ambição, de modo a assumirmos a liderança nacional.

8. Existe algum inventário dos bens culturais da cidade de Aveiro (quer materiais, como imateriais)?

Com certeza que sim, existe uma carta cultural onde temos identificadas as instituições e os
equipamentos.
Já está com acesso na Internet?
Ainda não, mas vai estar brevemente disponível ao público.

9. Constatamos que, exceptuando alguns eventos culturais, a maioria do público não frequenta exposições de artes plásticas, museus, …. Porque acha que isso acontece? A Câmara faz alguma coisa para contrariar esse facto?
Eu acho que acontece. Não falta gente nas inaugurações e o que a Câmara faz é a promoção quer através da sua homepage, quer através do diário de actividades nas diferentes páginas culturais e através do gabinete de comunicação.
E sem ser nas inaugurações? Durante as exposições?
E durante as exposições.
Acha que há um público vasto?
Sim, sim

(Dr. Miguel Capão Filipe)
publicado por aveirominharte às 18:49
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